O que é o ciúme patológico?

Descubra se você é um ciumento patológico

O ciúme é despertado pela ameaça de perda da pessoa amada. Mas você sabe quando o ciúme deixa de ser saudável e passa a ser ciúme patológico?

Ciúme: O Sal ou o Mal do Amor?

Na língua italiana há duas expressões antagônicas que definem o ciúme. Uma é “il sale della coppia”, ou seja “o sal do casal”, significando que o ciúme é o tempero que dá sabor à relação.

A outra o trata como “mal d’amore”, ou “mal do amor”, algo que prejudica e machuca o relacionamento.

As duas expressões são corretas, apesar de terem significados contrários, dependendo de como o ciumento manifesta esse sentimento.

 

O que é ciúme? Quando ele é o Sal do Amor?

O ciúme é o medo de perder alguém que se ama para outra pessoa. Na relação amorosa é um sentimento natural e transitório, representando o zelo e cuidado com o ser amado. Ocorre frente a uma ameaça real de perda e busca proteger e preservar o relacionamento. O indivíduo, ao se sentir ameaçado, tenta afastar aquele que é percebido com potencial de lhe roubar a pessoa amada.

O rapaz que fica incomodado quando sua namorada volta a ter amizade com o ex ou a garota que está descontente com o namorado que anda falando muito de sua nova e linda colega de trabalho, têm suas razões para sentirem ciúme.

Quando a pessoa percebe que está sendo preterida, negligenciada, tende a reagir, manifestando seu descontentamento, seu ciúme, o que pode provocar um envaidecimento na pessoa amada, reassegurando o relacionamento e até condimentando a relação.

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O Mal do Amor

É o ciúme doentio, que extrapola os limites do saudável e onde a ideia de infidelidade é um medo constante e, geralmente, sem fundamento. A pessoa se transforma em detetive, sempre em busca de indícios que comprovem sua desconfiança. Tenta impor um controle excessivo sobre a vida do parceiro e a relação fica dominada por cobranças e brigas.

 

A origem do ciúme patológico

 

A importância vital da mãe

Para a Análise Psicodramática, ao nascer, a criança estabelece com a mãe uma relação especial e de interdependência, a relação diádica (duas pessoas).

Nela, há a fantasia do amor incondicional, onde mãe e filho se bastam. Isto não significa que a criança não vá sentir afeto pelo pai, avós, irmãos, etc. Significa que até certa idade, vai se relacionar pelo modelo que tem com a mãe: uma pessoa de cada vez, mesmo quando está em grupo. Ainda não existe a socialização.

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A hora e a vez do pai

A ligação com a mãe dá segurança afetiva e basta para a criança. Ela não quer mais ninguém entre ela e a mãe, mas o processo de desenvolvimento exige que se socialize, por volta dos três anos. É a entrada do pai que quebra a díade, formando uma relação triangular. A triangulação é o embrião do processo de socialização, quando a criança fica apta a se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo. Esta criança não sofrerá de ciúme patológico.

Por uma dinâmica do casal, muitas vezes o pai não entra na relação e a criança fica emocionalmente presa ao modelo mãe/filho, mas sabendo, intuitivamente, que o pai deveria ter entrado. Fica com a fantasia que pode aparecer um rival a qualquer momento.

 

Quando o pai não entra

Nasce o ciúme patológico. Quando adulto, suas relações afetivas seguirão o padrão de relação de amor incondicional, com a expectativa que um rival apareça e roube seu amor. Isto faz dele uma pessoa possessiva. Protagoniza um drama: quando não está amando se sente sozinho e quando ama, sofre demais por medo de perder seu amor. O rival do ciumento patológico não é real, é imaginário. Tende a fazer relações de paixão, engatando uma na outra.

 

Reconheça se você é um ciumento patológico:

  • Você desconfia sempre de seu parceiro?
  • Procura controlar suas ações?
  • Fica imaginando que pode ser traído se o parceiro faz um programa sem a sua companhia?
  • Quer saber onde esteve, com quem conversou, sobre que assuntos, a que horas voltou para casa?
  • Checa seus pertences pessoais, faturas de cartão de crédito, bolsa, carteira e celular?
  • Controla seus e-mails após conseguir, às escondidas, sua senha?
  • Desconfia quando a pessoa amada se arruma melhor?
  • Tenta saber, através de terceiros, sobre seu comportamento?

 

O Ciúme patológico é coisa que o ciumento resolve sozinho?

De maneira geral, o ciumento patológico precisa da ajuda de uma psicoterapia, pois se trata de uma dinâmica inconsciente.

 

Obs.:

No texto ciumento e filho são tratados genericamente, podendo ser homem ou mulher.

Mãe ou substituta; pai ou substituto = alguém que exerça o papel.

 

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