Fobia Social, transtorno de ansiedade. Saiba mais

Fobia Social e a dificuldade de se relacionar socialmente!

‘Para conseguir ir a qualquer festa, preciso tomar antes algumas doses de bebida alcoólica. Caso contrário, não consigo parar de tremer e de suar.

Se não beber desisto de ir quando penso que vou ter que interagir com outras pessoas’.

 

 

Situação como a descrita acima é vivenciada por quem sofre de fobia social, transtorno de ansiedade relacionado com a dificuldade de manter relações interpessoais.

Diferentemente da timidez, onde a pessoa consegue se relacionar, na fobia social o sofrimento pelo contato com o outro atinge níveis muito maiores e ela passa a evitar situações de troca relacional ou de desempenho, podendo chegar a um quadro de retração social grave.

A pessoa que sofre de fobia social tem um medo intenso e persistente de situações em que esteja exposta à presença e ao julgamento dos outros.

Este medo faz com que evite, por exemplo, comer, escrever ou falar na presença de outras pessoas, não consiga visitar um parente acamado, ir a uma entrevista de emprego ou namorar, pois teme ser avaliada como ansiosa, inadequada, incapaz ou estúpida. Isto ocasiona prejuízos em sua vida pessoal, profissional, acadêmica, etc.

O medo pode manifestar-se em situações específicas, como falar em público ou comer na companhia de outras pessoas (fobia social específica), ou pode generalizar-se, atingindo quase todas as situações sociais (fobia social generalizada).

Quem sofre de fobia social reconhece que seu medo é exacerbado e irracional. No entanto, sempre que entra em contato com a situação temida (ou pensa em entrar), não consegue evitar o medo e a ansiedade.

 

Fobia Social, dificuldade em se relacionar socialmente

Sintomas físicos presentes na fobia social

São comuns respostas de ansiedade como palpitações, suor aumentado, mãos geladas ou trêmulas, gagueira, rubor na face, dor de barriga, tontura, tensão muscular, dentre outros.

A intensidade e frequência dos sintomas variam de pessoa para pessoa.

Fobia Social, transtorno de ansiedade que dificulta o relacionamento interpessoal

Reações cognitivas e psicológicas do fóbico social

Quando confrontado com eventos sociais, o fóbico social acredita que irá comportar-se de forma inadequada e será julgado por isso, passando a ver situações relacionais como perigosas.

Além de sintomas físicos, a ansiedade pode ocasionar reações cognitivas e psicológicas, a saber:

  • Autoavaliação negativa e sentimentos de inferioridade

‘os outros são melhores do que eu. Se eu errar, vão rir de mim’;

  • Pensamentos negativos

‘ ninguém vai gostar do meu trabalho, vou fazer um papel ridículo’;

  • Hipersensibilidade a críticas, avaliações negativas ou rejeição

`o professor disse que preciso ser mais objetivo. Ele deve me achar um fracasso’;

  • Ansiedade antecipatória (preocupação intensa que pode prolongar-se por dias, semanas ou meses, antes de um evento social)

‘quando eu entrar na festa meu rosto vai ficar vermelho e todos vão ver que estou tremendo’.

Outros problemas que a fobia social pode acarretar

Nos casos mais graves pode ocorrer abuso de álcool e drogas (utilizados pelo fóbico para enfrentar situações sociais temidas), ansiedade excessiva, depressão e tentativas de suicídio.

Fobia Social, dificuldade de se relacionar socialmente

 

Origem da fobia social

A origem da fobia social é multifatorial, podendo ocorrer devido a causas isoladas ou combinadas.

São fatores de risco:

  • herança genética – filhos de fóbico-sociais ficam mais suscetíveis à doença, visto aliarem genética e fatores ambientais:
  • experiências traumáticas de vida – representadas por vivências de bullyng ou situações graves de maus tratos ou rejeição;
  • educação repressora ou muito exigente – pais que limitam ou afastam os filhos da convivência social por diferentes motivos ou que são muito críticos quanto ao desempenho, gerando uma necessidade de perfeccionismo.

Fobia Social, dificuldade de se relacionar socialmente

Como a doença se manifesta e se desenvolve

A fobia social pode surgir em qualquer época da vida, mas, tipicamente, se inicia na metade da adolescência, com alguns doentes relatando inibição ou timidez na infância.

O problema pode aparecer após um acontecimento humilhante ou estressante, mas pode começar sem que haja um evento desencadeante. Se não tratada, seu curso é contínuo e sua duração vitalícia, podendo remitir ou atenuar na vida adulta.

Prevenção da fobia social

Os benefícios serão tanto maiores quanto mais cedo o problema for identificado, seja pela família ou pela escola.

Quando há indícios de prejuízo no relacionamento social da criança ou adolescente, é hora tomar providências e buscar ajuda.

Se isso só for feito na idade adulta, a pessoa já terá passado por muitas situações de pressão e a doença poderá ter adquirido uma forma incapacitante e com consequências secundárias como abuso de álcool ou drogas e depressão.

Tratamento da fobia social

O tratamento deve ser feito por médico e psicólogo(a), pois prevê o uso de medicamentos (antidepressivos e tranquilizantes) e psicoterapia.

Os medicamentos são necessários para diminuir os sintomas físicos de ansiedade e a reatividade emocional, enquanto na psicoterapia a pessoa identifica e elabora os conflitos e aprende a gerenciar a própria ansiedade.

Mudar o estilo de vida, evitando o uso de álcool, cigarros e cafeína, ajuda no tratamento. Dormir bem e praticar técnicas de relaxamento e respiração são recursos que atenuam os sintomas físicos de ansiedade.

Porém, vale lembrar, não substituem a necessidade de medicamentos e psicoterapia.
Muitas vezes confundida com timidez, a fobia social é causa de grande sofrimento. A pessoa deseja se relacionar, mas não consegue controlar a ansiedade e o medo de avaliação.

Não raro, evita ou foge de situações sociais, passando a imagem de pessoa arrogante. Sua qualidade de vida fica seriamente prejudicada, podendo levar à solidão e isolamento.

A psicoterapia pode ajudar!

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