O calibre da vergonha

Como qualquer outra emoção, a vergonha deve estar bem calibrada.

Charles Darwin em seu livro A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais, diz que a vergonha, é a peça-chave para a vida em sociedade.

Um pouco de vergonha não faz mal a ninguém, pelo contrário, pode até ajudar uma pessoa a não ser inadequada.

Ela pensará bem antes de falar, agir ou se posicionar frente a uma situação.

Uma pessoa desprovida de vergonha pode chegar a se desproteger e passar por situações constrangedoras, demonstrando certa ingenuidade e imaturidade, típicas da infância, ou arrogância, manifestando desprezo pelas regras sociais.

 

A vergonha é normal e pode até trazer certo charme.

Podemos considerá-la saudável, quando funciona como um tipo de “espelho”, onde é possível se enxergar de forma real, sem exagerar para nenhum dos extremos. Numa ponta, o risco de não se ver (e nunca demonstrar vergonha) e na outra, se enxergar como se fosse através de uma lupa, buscando e ampliando qualquer detalhe, numa verdadeira caça aos “defeitos”, motivada pelo medo desproporcional de passar por ridículo ou vexames.

O termômetro sempre é o sofrimento, pois a pessoa não se sente pronta para a exposição social.

A pessoa muito envergonhada não consegue se expressar como gostaria e sente-se cerceada, preocupada com o julgamento e opinião alheia, vive encerrada, sentenciada por uma visão distorcida de si mesma, talvez originada em uma educação onde tenha sofrido humilhações, repreensões excessivas, etc.

Nestes casos de desequilíbrio é importante e necessária uma analise bem feita a fim de reconhecer e tratar a relação entre a vergonha exagerada e paralisante e os motivos que a provocaram para então, o indivíduo poder usufruir de uma autoimagem saudável e realista.

 

A psicoterapia pode ajudar!

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