A Paixão resiste ao Casamento Psicoafins

A Paixão resiste ao Casamento?

Você sabe o que faz o coração bater rápido e o corpo suar frio? E a causa do olhar perdido, rubor no rosto, perda do apetite, do sono e da concentração?

Há também a sensação de que o tempo desacelera e faz um minuto parecer uma eternidade.

Sim, há reações químicas acontecendo no corpo, liberando dopamina, adrenalina e outras substâncias, mas elas não são a causa desses sintomas.

Calma, não é nenhuma doença grave! A causa de tudo isso se chama “paixão“.

Fico assim sem você

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Flecha do Cupido

Ser acertado pela flecha de Cupido faz (como na música cantada por Adriana Calcanhotto), que a pessoa amada seja sentida como vital, indispensável, perfeita e capaz de preencher todas as necessidades do parceiro.

A carga de admiração é forte, assim como a erotização.

Existe um estado de encantamento e a certeza de serem almas gêmeas. O mundo deixa de existir.

 

Realidade

Acontece (que pena, sempre tem um acontece!) que na paixão a pessoa vê e se relaciona com alguém idealizado, não como a pessoa é de fato.

A tendência é que, com a convivência o ser amado passe a ser visto mais realisticamente, com defeitos e imperfeições, gerando desencanto, frustrações e perda da admiração.

Portanto, a convivência funciona como o antídoto da paixão.

Por isso podemos dizer que a paixão não resiste ao casamento ou a um relacionamento onde haja maior convivência.

 

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E depois que a paixão acaba o que acontece?

Surge o amor. A paixão se transforma em amor se o casal enxergar e aceitar o outro, com seus defeitos e qualidades, se conseguir assumir suas reais características, sua porção mais humana e menos príncipe/princesa encantado(a).

Isto gera cumplicidade, companheirismo, intimidade e confiança em bases realistas e devolve a admiração e a erotização, sendo esses sentimentos a base para uma relação de amor.

Também há a presença do ciúme ligado ao zelo de quem cuida e ama.

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E se os ex-apaixonados não conseguirem lidar bem com o desencanto pós-paixão?

– O relacionamento pode terminar e os parceiros até passarem a duvidar que já foram tão apaixonados um pelo outro. São comuns frases como

“não sei como pude me apaixonar por aquela criatura!”

– O relacionamento pode não terminar, mas não será feliz.

Se o casal mantiver a crença de que a paixão deveria ser eterna e não assumir suas decepções, acaba mentindo, dissimulando e impedindo o diálogo franco e sincero.

Com o tempo há um desgaste, esfriamento e distanciamento entre os parceiros. A relação pode se arrastar por anos, mas não terá confiança nem cumplicidade.

 

– O relacionamento pode entrar numa fase de real hostilidade e cobrança, onde cada um se sente ludibriado, enganado ou traído pelo parceiro, que não consegue assumir que jamais foi um príncipe/princesa encantado(a).

Essa situação se cronifica e vai minando e deteriorando a relação, podendo até acabar com ela.

 

Então se eu aceitar meu parceiro(a) com seus defeitos e limitações e não como um ser idealizado é possível um final feliz?

 

Sim. Por mais incrível que tenha sido a paixão, ela sempre acaba, mas pode terminar em um belo e duradouro caso de amor.

 

Leia também, Por que eu não consigo namorar?, Por que é tão difícil terminar um casamento? e em nossas Pílulas, Desapego, abrir mão do passado e Como você administra sua raiva?

 

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