Somatização e Doenças Psicossomáticas

Somatização e Doenças Psicossomáticas – Quando o corpo fala pelo psicológico

Seu médico já disse que você está somatizando?

Muita gente já ouviu do médico:

Do ponto de vista clínico você está bem. Não há nenhuma causa física, nenhuma doença que justifique seus sintomas. Isto é somatização.

O doente tem resistência em acatar esse diagnóstico, pois é muito estressante para alguém que sofre, seja de vômitos, diarreia ou impotência sexual psicogênica, sair do consultório médico sem um medicamento que poderia curar o seu mal e sem uma resposta simples e rápida quanto à origem de seu problema.

O que é somatização?

Somatização e Doenças Psicossomáticas

 

Somatização é a descarga de um conflito psicológico e da angústia patológica correspondente através do corpo (soma).

Dessa forma, tanto o conflito quanto a angústia são evitados, mesmo que o sintoma gere grande sofrimento e/ou constrangimento.

Os sintomas psicossomáticos, embora expressos através do corpo, não se transformam em doenças reais e, consequentemente, não lesionam a parte do organismo na qual se manifestam.

Como se manifesta a Somatização?

Somatização e Doenças Psicossomáticas

 

Quando diagnosticados como somatização, os sintomas não têm causa física, portanto são todos de origem psicogênica e podem manifestar-se como:

 

  • Sistema gastrointestinal: náusea, soluço, anorexia e bulimia, diarreia, constipação intestinal, etc.
  • Sistema urogenital: incontinência e retenção urinária, impotência, vaginismo, dificuldade de chegar ao orgasmo, etc.
  • Sistema cardiovascular: palpitações, taquicardia, etc.

 

E as doenças psicossomáticas. O que são? Existe diferença entre somatização e doenças psicossomáticas?

Somatização e Doenças Psicossomáticas

 

Diferentemente da somatização, são consideradas doenças psicossomáticas aquelas nas quais se reconhece uma origem psicológica e onde há sinais indiscutíveis de lesão no órgão acometido.

Nas doenças psicossomáticas o indivíduo descarrega a angústia em um órgão específico e essa angústia é transformada em dor física e lesão.

A origem das doenças psicossomáticas é a dificuldade de entrar em contato com a dor emocional e na consequente impossibilidade de exprimi-la de modo adequado, no plano psicológico.

O corpo aparece como meio de expressão dessa dor.

Resumindo, o sofrimento decorrente de situações muito dolorosas encontra um escape no corpo. A pessoa passa a sofrer com a doença física, como por exemplo, a dor e os incômodos causados por uma úlcera, mas não entra em contato com o conflito e nem com a angústia, que fica depositada no órgão lesionado.

Como as doenças psicossomáticas se manifestam?

 

  • O fator psicológico é a causa da doença: úlcera, gastrite, retocolite, alopecia areata, cefaleia tensional, enxaqueca, dermatites, etc.
  • O fator psicológico não é a causa da doença, mas é o gatilho para a crise ou fator agravante da doença: artrite reumatoide, lúpus, asma e bronquite psicogênicas, psoríase, herpes labial e genital, etc.
  • O fator psicológico apenas agrava a doença: doenças crônicas ou incuráveis: cardiopatias, diabetes, Aids, câncer, etc.

 

Somatização e doenças psicossomáticas. Como tratar?

 

Somatização e Doenças Psicossomáticas

 

Somatização

Após criteriosa avaliação médica, se os sintomas forem diagnosticados como somatização, há indicação de psicoterapia para que a pessoa possa abordar seus conflitos no plano psicológico, deixando de jogá-los no corpo (soma).

Doenças psicossomáticas

Após o diagnóstico o paciente deve manter acompanhamento médico para tratar, adequadamente, o quadro apresentado, pois a doença física realmente existe e exige tratamento clínico.

A psicoterapia também é necessária, seja para levar para o psicológico a angústia que está sendo jogada no órgão e que causou ou desencadeou a doença, seja para não agravá-la, diminuindo o número de crises. Outro aspecto é que a psicoterapia ajuda o doente a se tratar da doença física já instalada, aceitando e respondendo melhor ao tratamento clínico.

 

Conclusão

Podemos dizer que a Somatização e Doenças Psicossomáticas evidenciam que o corpo é um instrumento perfeito para comunicar sofrimento e desconforto psicológico.

É a transferência para o corpo do que deveria ser comunicado pela mente. A pessoa que joga para o corpo suas angústias apresenta uma boa adaptação à realidade, mas tem dificuldade em acessar seu mundo interno.

Desse modo, por exemplo, não percebe a conexão entre a raiva e frustração (que tem dificuldade em manifestar), com a úlcera que tanto prejudica sua qualidade de vida.

 

Referências:

Ballone GJ – Da Emoção à Lesão

Dias Victor R C S e Colaboradores – Psicopatologia e Psicodinâmica na Análise Psicodramática – Vol. III

 

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